Abuso, julgamento… Chega! | Uma reflexão

11/11

Nesse vídeo eu falo sobre o nosso olhar para outras mulheres e como isso pode apoiar a cultura do estupro que normaliza abuso, julgamento… Uma reflexão direto do meu coração que eu espero que ecoe positivamente daí, no seu coração, pensamentos e ações!

Mulher não é objeto! Nossa roupa e aparência não definem o nosso caráter ou a nossa intenção e ninguém pede por um abuso. Chega dessa cultura que fomenta abuso, julgamento e rotulação das mulheres! Quantas de nós se sentem indignadas ao ver situações de violação ocorrendo com outras mulheres ou até mesmo já vivenciaram situações assim?

Ao mesmo tempo em que nos indignamos com situações como essa que veio à tona essa semana, com o caso da Mari Ferrer, também temos coisas muito sérias enraizadas em nós mesmas, porque muitas vezes nos posicionamos como juízas de outras mulheres. Então, te convido a olhar para a forma com que nós, mulheres, enxergamos outras mulheres, porque é necessário falar sobre isso.

Infelizmente, o crime de estupro é o mais silenciado de todos, estima-se que apenas 10% dos casos chegam ao conhecimento da polícia.

Quantas Maris estão por aí sofrendo caladas? Abuso, julgamento, violação… são crimes que acontecem todos os dias e muitas vezes nem sabemos que aquilo é um abuso, porque aprendemos a nos culpar e a mostrar a nossa voz. No entanto, muitas vezes, estamos apoiando a cultura do estupro e isso precisa acabar.

Olhar para dentro

De fato, não podemos mais ficar caladas diante dessa situação e a intenção desse post é que possamos olhar para dentro, a ponto de reconhecermos em nós mesmas os momentos em que rotulamos outras mulheres, seja pela aparência ou pelo comportamento. Já pensou que assim acabamos reforçando a cultura do estupro e da violação?

Essa semana eu fiz esse exercício e, ao olhar para dentro, me lembrei dos momentos em que eu estive nesse lugar de juíza… eu me senti muito envergonhada. Às vezes são as piadas que desqualificam a mulher, frases prontas, rótulos e como é cultural, estamos tão anestesiadas, que deixamos passar com o nosso silêncio e até mesmo repetimos.

Contudo, não podemos mais permanecer na inércia enquanto sofremos e causamos sofrimento a nós mesmas. É hora de parar, pensar, descontruir e mudar. Como você poderia se perceber melhor na forma que você enxerga a sua irmã? Mesmo que seja alguém que te incomoda, qual a sua contribuição para esse cenário em que as mulheres são objetificadas?

Se a malícia está nos olhos dos outros, que pelo menos não esteja nos nossos. Que estejamos cada vez mais conscientes do quanto as nossas crenças e palavras podem impactar em cada uma de nós e em nossa sociedade.

Por fim, se essa reflexão mexeu com você de alguma forma, se questione: de onde vem esses conceitos aí dentro? É bem provável que isso tenha sido plantado em algum momento, enraizado por nossa cultura e influenciado pela mentalidade padronizada que ainda domina.

Abuso, julgamento… Chega!

Vou deixar aqui o link da petição que eu assinei para que possamos ajudar a Mari Ferrer e de coração eu espero que possamos nos unir em nome de todas nós, rumo a um futuro melhor.

Justiça por Mariana Ferrer – Link para a petição

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