Amamentação e volta ao trabalho: saiba como conciliar

18/08

Para muitas mães, o aleitamento materno é um compromisso tão importante quanto garantir a proteção e segurança do filho. De fato, amamentar um bebê é suprir quase todas as suas principais necessidades em único gesto, oferecendo a melhor nutrição, o aconchego, a segurança emocional e o carinho necessários após o nascimento.

Mas, nem sempre é fácil esse período dedicado ao aleitamento materno exclusivo, preconizado em seis meses pelo Ministério da Saúde. Pode doer, pode vir com lágrimas, pode cansar. Mas, certamente, será um dos mais belos gestos de doação que uma mãe pode fazer ao seu filho.

E para que dê certo, também é preciso muito suporte de uma rede de apoio, seja para colocar a garrafinha de água na boca da mamãe, enquanto amamenta, ou para ajudar com as tarefas da casa e deixa-la tranquila para dedicar-se ao bebê.

Porém, muitas mães retomam suas atividades profissionais após quatro meses do nascimento do filho, tempo da maioria das licenças maternidades. O que fazer? Como manter essa fonte de nutrição exclusiva para o bebê voltando ao trabalho antes de ele completar seis meses?

Sim… muitas dúvidas e medos também acompanham a fase da amamentação.

Para aliviar o coração das mamães, a psicóloga clínica e escolar Andrea Yamazawa, da equipe da Escola Pecompê, explica que é possível manter o aleitamento materno mesmo com a retomada do trabalho, desde que se prepare para isso.

Se o bebê for ficar em um berçário, é preciso procurar uma escolinha amiga da amamentação. “Que ofereça o leite ordenhado da mãe, bem como tenha um espaço para que a mãe amamente no local (caso seja sua preferência), e siga as orientações de introdução alimentar e aleitamento, de acordo com o pediatra e os responsáveis pelo bebê”, detalha Andrea.

É muito importante estar atenta para a forma de retirada, armazenamento, transporte e aquecimento desse leite. Essas orientações são passadas pelo pediatra do bebê e devem ser seguidas à risca, para preservar os benefícios do leite extraído.

“O maior benefício do leite materno é promover o fortalecimento do sistema imunológico do bebê, que ainda está em processo de maturação. Quando ingressam na escola, é muito comum que fiquem mais doentes, pois entram em contato com diversos vírus e bactérias que, até então, não tinham contato. Por isso o aleitamento é muito importante”.

A psicóloga explica que é normal ocorrer uma diminuição na produção do leite, principalmente para a mãe que ordenha. Para minimizar esse impacto, ela orienta extrair o leite também no local de trabalho, (para as mães que não podem se deslocar até a escolinha), para manter a produção. Procure um local reservado, siga as orientações de higiene e armazenamento e, desta forma, facilite o fluxo do leite, garantindo o alimento do seu filho.

Para as mamães que não conseguem manter a produção após a volta ao trabalho, calma! Não é o fim do mundo. Claro que existe a frustração, mas, como frisa Andrea, é preciso ter equilíbrio para que essa experiência seja boa para mãe e para o bebê.

“Tudo bem se precisar introduzir fórmula suplementar. Existem inúmeras crianças que não foram amamentadas por motivos diversos e que são extremamente saudáveis. Nada de radicalismos! O mais importante é o equilíbrio emocional materno, sem culpas e rigidez”.

E você, como encara a amamentação?

A Escola Pecompê de Educação Infantil funciona há 18 anos em Santos, sob o comando das irmãs pedagogas Paula e Patricia Barbato. Adota o sistema de ensino Dom Bosco by Pearson e prioriza o aprendizado com recursos lúdicos, a alimentação saudável e educação aliada aos valores. Recebe bebês a partir de 4 meses e crianças até 5 anos.

Funciona na Rua Álvaro Alvim, 98, Embaré

Informações: 3273-2223

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