Atividade física e altas temperaturas

20/02
por Edu Nogueira | Educador Físico

O corpo humano é uma máquina perfeita, e como toda máquina está constantemente produzindo calor (meio endógeno) e submetido a temperaturas externas (meio exógeno).

O equilíbrio entre a produção e perda de calor, ação feita pelos termorreguladores, mantém a temperatura corporal estável em torno dos 36,7ºC / 37,0ºC, independentemente das variações térmicas do ambiente.


 
A atividade física acelera o metabolismo.

A contração muscular é responsável pelo aumento considerável na produção corporal de calor (hipertermia) e, durante o esforço físico, a velocidade dessa produção de energia é maior que a velocidade para a dissipação, por esse motivo o corpo tende a buscar meios para que se mantenha o equilíbrio termodinâmico. Um desses meios é a transpiração.

Dependendo da intensidade do exercício e da condição ambiental, a temperatura do corpo pode elevar-se além da normalidade e ser prejudicial à saúde. Não somente o sistema musculoesquelético é prejudicado, todos os sistemas (cardiovascular, neural etc) sofrem com o aumento da temperatura.

Aqueles que se exercitam em ambientes muito quentes acabam comprometendo o desenvolvimento das atividades e podem, em casos mais extremos, ter lesões térmicas sérias e correr risco de morte.
Alguns sintomas não podem ser ignorados. Queda no rendimento, cãibras, fadiga muscular, tontura e desmaios são sinais que indicam que a temperatura corporal está além da normalidade.

Especialistas do Esporte sugerem algumas estratégias para tentar minimizar os efeitos das altas temperaturas, principalmente para as pessoas que não estão acostumadas a treinar no verão (ou em ambientes mais quentes):

 
· Diminuição da intensidade e duração da atividade;

· Não treinar nos horários mais quentes do dia;

· Hidratar-se constantemente, e não somente durante o treino. Beba água mesmo sem sentir sede. Atletas treinados têm maiores benefícios trocando água por isotônicos;

· Evite ingestão de bebidas alcoólicas – a ação diurética faz com que se perca maior quantidade de líquidos – o que piora a situação;

· Treine em locais com sombra e vento (parques são ótimas opções para treino ao ar livre). Piscina também é uma boa opção desde que a temperatura da água não esteja muito alta;

· Use roupas leves e claras, de preferência de material que facilite a transpiração;

· Deixe o corpo se acostumar ao ambiente antes de se exercitar (aclimatação). Se estiver viajando, espere de 2 a 3 dias antes de voltar à rotina de treinos.
 

Foto: Reprodução

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