Como Liliu reagiu ao irmão?

07/01

Hoje eu quero compartilhar com você como Liliu reagiu ao irmão, nestes três primeiros meses em que criamos uma nova rotina familiar. Esperamos esse tempo para sentir a adaptação da irmã mais velha e neste vídeo juntamos nossa experiência para compartilhar com vocês. Espero que gostem!

Crica e eu acreditamos que as coisas precisam de tempo para se desenrolarem e com a irmã mais velha não é diferente. Anne Liv já tem três anos e já sabemos que crianças pequenas mudam constantemente, aprendendo e evoluindo a cada dia, semana e mês.

A adaptação

Quem nos acompanha já deve ter visto um vídeo que compartilhamos como ela recebeu o Liam, assim que chegamos do hospital. De fato, foi um dos momentos mais intensos e emocionantes que já presenciamos, algo que realmente jamais poderíamos imaginar.

Ressalvo que, enquanto eu (mãe) cheguei e direcionei toda minha atenção à Liliu, ela só queria saber do irmão. Isso foi incrível porque o meu receio era de ela o ignorasse. Em seguida, todo o carinho e atenção daquele momento persistiu na relação dos dois.

Contudo, nas primeiras três semanas ela queria a nossa atenção exclusiva o tempo todo, esse foi o jeito dela de aprender a lidar com o fato de que não éramos mais três, e sim, quatro. Foi um período mais turbulento, Liliu queria mais colo, tudo do jeito e no tempo dela e caso não fosse atendida ela chorava, um choro dolorido até.

Exatamente neste período, Liam também demanda mais de nós, em cuidados e atenção. Enquanto isso, nós também aprendemos a ser pais de dois e a nos organizar para atender as demandas deles da melhor maneira possível. Vela enfatizar que eu e Crica somos filhos únicos.

Não vamos rotular quer era ciúmes porque as reações de uma criança são mais complexas que isso. Frustração, tristeza, carência e um tanto de outras coisas correlacionadas que ela ainda não está pronta para nomear, então, optamos por não fazer isso por ela. No momento, preferimos estimular que ela pense e busque suas próprias motivações e referências para os sentimentos e tem dado certo.

O fluir

Passadas as três primeiras semanas, conforme deixamos as coisas acontecem e fomos conversando com a Liliu, a relação foi fluindo naturalmente. Algo que deu certo por aqui, e que talvez seja interessante como dica, é sempre enaltecer os aprendizados e as qualidades dela. Conversar muito e incluir todos nas brincadeiras e nos momentos de colo e acolhimento também tem feito a diferença.

Estar presente em cada momento com nossos filhos é essencial. Observar as reações deles e nos atentar às necessidades implícitas é um desafio, mas, em simultâneo, um enorme aprendizado. Ver como Liliu reagiu ao irmão nos ensina muito sobre presença e atenção.

Sabemos que nada é estático nessa vida, então, por mais que agora tudo esteja fluindo muito bem a qualquer hora podem aparecer novos cenários em que precisamos nos dedicar de modo diferente. Afinal, viver é isso.

O autocuidado

Simultaneamente ao cuidado com eles, consideramos importante manter as rotinas de autocuidado individual neste período, dentro do possível é claro, como forma de nos acolher em meio ao processo de mudança. Como seres individuais e como casal, podemos estar mais inteiros na relação como família se estivermos bem com nós mesmos. Isso faz toda a diferença.

A sociedade ainda romantiza muito o cansaço na maternidade e nós precisamos parar com essa coisa de relacionar a exaustação da mãe com a qualidade da doação. Tudo isso porque, uma pessoa cansada não tem a condição de se dedicar da melhor maneira possível e com a devida presença.

Entendemos que existem casos e casos e cada pessoa vive esse período de modo diferente. Até em cada experiência as coisas funcionam de forma distinta. Independentemente da sua situação, é sempre bom lembrar que são fases e tudo é aprendizado. O importante é saber se re-equilibrar porque o nosso estado reflete na harmonia da casa e da família.

Espero que tenham gostado de saber como Liliu reagiu ao irmão e que nossa experiência faça sentido para vocês. Como aqui nós valorizamos a troca de experiências, seja como mãe, pai, titia, dinda ou como irmã mais velha, queremos muito saber de vocês o que vivem ou já viveram nesse aspecto.

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Ju