Como se preparar para a introdução alimentar do bebê

15/03

Se você tem um bebê que, como o meu, está próximo de completar 6 meses de idade, pode estar se perguntando: como se preparar para a introdução alimentar? Como e quando começar? Como saber qual é o melhor método para o meu bebê e a minha família?

Sei que são muitas as dúvidas, especialmente para quem é mãe de primeira viagem, e é por isso mesmo que eu indico o Kinedu – um aplicativo que eu uso desde que a Liliu (minha filha mais velha) nasceu, e que me ajuda a tirar dúvidas, me inspirar com receitas, acompanhar o desenvolvimento dos meus filhos e fazer atividades próprias para o momento único de cada um deles.

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Quando o assunto é maternidade, existem muitas linhas a seguir, e a gente precisa ir de acordo com aquilo que faz sentido pra gente – para o nosso bebê e para a nossa família. Então, vim esclarecer aqui as principais dúvidas sobre a introdução alimentar, mas vale sempre conversar com o seu pediatra, tá?

O que é a introdução alimentar?

Este termo indica uma fase em que outros alimentos, além do leite materno, são introduzidos gradualmente na alimentação do bebê. 

Quando começar a introdução alimentar do bebê?

De forma bem geral, a recomendação é que você inicie a introdução alimentar quando o seu bebê tiver completado 6 meses de idade

O Liam está com 5 meses, e estamos o preparando para a introdução alimentar, colocando ele sentado no cadeirão para se acostumar com o novo ambiente e deixando ele sempre por perto durante as nossas refeições. Essa é uma dica de ouro, viu?

Os motivos para recomendação do início da introdução alimentar aos 6 meses são: 

  1. A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde indicam que o aleitamento materno seja feito de forma exclusiva até esta idade, por conta dos benefícios do seu leite para a saúde e o desenvolvimento do seu bebê. 
  2. Depois dessa idade, as necessidades nutricionais do bebê aumentam, e ele passa a precisar de mais energia e nutrientes (como ferro, zinco, cálcio, vitaminas, etc.), daí a necessidade de introduzir gradualmente os alimentos.

No entanto, vale ressaltar que:

  • O bebê precisa demonstrar sinais de prontidão para iniciar a introdução alimentar, como conseguir ficar sentado sozinho ou pelo menos com apoio, entre outros.
  • Bebês prematuros, por conta da idade corrigida, podem não estar prontos aos 6 meses.
  • Bebês alimentados com fórmula infantil podem precisar iniciar a alimentação complementar antes dos 6 meses.
  • Não é porque o seu bebê completou o sexto “mesversário” hoje que ele está pronto.
  • Na dúvida, o melhor é deixar o pediatra avaliar os sinais de prontidão do seu pituco.

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Quais são os métodos?

Conhecer os métodos de introdução alimentar é uma ótima forma de se preparar para quando esta fase chegar. São três os métodos: o método Tradicional, o BLW e o Participativo. Descrevo um pouco cada um abaixo:

Introdução alimentar tradicional

Neste método, existe a administração e supervisão dos pais ou cuidadores, que oferecem a comida com uma colher ou um copo, controlando a quantidade e a duração da refeição.

Inicialmente, são oferecidas papas não liquidificadas e purês, de forma a facilitar a deglutição e evitar engasgos e sufocamento. Com o tempo, você pode variar mais os alimentos e aumentar a consistência conforme as habilidades do seu bebê de mastigar e engolir, oferecendo alimentos picados, em cubos pequenos ou desfiados, até que ele possa comer a mesma refeição que a família – o que, geralmente, acontece por volta dos 12 meses.

BLW (Baby-Led weaning)

O BLW (Baby-Led weaning) é a introdução alimentar guiada pelo bebê. Na prática, isso significa que ele mesmo irá pegar os alimentos e levá-los à boca, tendo mais autonomia e seus sinais de saciedade respeitados – mas a bagunça também é maior!

Nesse método, os alimentos são oferecidos em pedaços maiores ou em tiras, para que o bebê descubra as texturas não só com o paladar, mas com o olfato e as mãos.

Para o BLW, são exigidos outros sinais de prontidão relacionados à mastigação e ao movimento de pinça, então converse com o pediatra para que ele possa avaliar o seu bebê.

Abordagem participativa

Este método é uma combinação dos dois anteriores, permitindo que cada abordagem seja feita de acordo com a rotina da família e a necessidade em cada momento, permitindo, assim, maior flexibilidade.

Na prática, nessa abordagem, você oferece os alimentos ao seu bebê às vezes em papa e, às vezes, em pedaços, sob a sua supervisão.

Aqui em casa, a introdução alimentar participativa funcionou bem com a Anne Liv, e pretendemos fazer o mesmo com o Liam. Nossa ideia é começar com frutas uma vez ao dia. Quando a gente perceber que ele está deglutindo bem, podemos começar a acrescentar mais refeições no dia.

Dicas preciosas para a introdução alimentar

  • Qualidade é mais importante do que quantidade. Ofereça alimentos saudáveis e nutritivos para o seu bebê – aqueles que vêm da natureza, e não em um pacotinho.
  • Ofereça os alimentos separadamente, e não misturados em uma papa. Isso vai permitir que o seu bebê conheça o sabor de cada alimento e, de quebra, você consegue identificar possíveis alergias. 
  • Evite açúcar, sal e temperos industrializados pelo menos até os 2 anos, pois este é o período crítico para a formação do paladar. Não se preocupe, pois o seu bebê não irá sentir falta de algo que ele ainda não conhece.
  • Dê o exemplo: as crianças aprendem por imitação, inclusive quando o tema é alimentação. 
  • Ofereça o mesmo alimento várias vezes. Já foi comprovado que os bebês precisam ser expostos aos alimentos de 8 a 10 vezes para começar a aceitá-los.
  • Varie as texturas. Uma cenoura pode ser oferecida crua – em palitos, cubos ou ralada -, cozida, em purê, ou assada. Experimentar texturas variadas pode ajudar o seu bebê a começar a aceitar bem um determinado alimento.
  • Não force o seu bebê a comer. Muitos de nós fomos criados com a obrigação de “raspar o prato” ou mesmo ganhando sobremesa por fazer isso. Forçar o seu pequeno a comer tudo irá fazer com que ele se desconecte dos próprios sinais de saciedade e desenvolva uma relação complicada com a comida.

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Gostou de saber como se preparar para a introdução alimentar? Você já começou por aí? Me conta nos comentários o que você fez ou está fazendo e qual método escolheu, vou adorar saber!

Beijos com amor,

Ju e Kinedu

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