Meu filho vai para a escolinha, e agora?!

03/05

por Escola Pecompê

Quando nos vemos com um recém-nascido por perto, seja o nosso, o de alguém da família ou de uma pessoa próxima, logo projetamos: como será quando for para a escolinha? Sim, a maioria das mães que trabalha já começa a sofrer com isso antes mesmo de o bebê nascer. Acabam tomando para si os medos decorrentes de situações de outras mães e crianças.

Se você tem essa preocupação, aceite uma dica: pare, respire e entenda que a sua experiência será única, construída de acordo com a sua história e os seus critérios. Não vale a pena antecipar problemas que você pode nem ter!

Bem, e aí chega a hora de definir a escolinha em que seu filho ficará. Seu bebê, seu mais puro e inabalável amor. Nossa, que decisão difícil, né? Sim! De fato, existem critérios importantes a serem ponderados nessa escolha, e eles vão além – mas muito além mesmo – de apenas considerar a localização ou os inúmeros recursos modernos oferecidos pelo espaço.

Para te ajudar a entender o que observar nessa hora, a psicóloga clínica e escolar Andrea Yamazawa, da equipe da Escola Pecompê de Educação Infantil, enumera alguns pontos: “Confira quantos bebês ficam com as cuidadoras na sala; se os ambientes reúnem crianças da mesma faixa etária; como as profissionais se relacionam com os bebês; como é a limpeza; e como é a organização”.

Andrea é taxativa ao desaconselhar espaços em que os bebês fiquem nos berços o que, em geral, limita o contato e os estímulos necessários nessa fase. “Berço institucionaliza o que deve ser uma troca, com o carinho e o afeto da cuidadora. Eles precisam estar num espaço seguro, sem tomadas, limpo, com brinquedos apropriados, mas livres, e não no berço da escolinha”.

Diante da culpa que as mães sentem, a psicóloga diz que o bebê não sofre com isso. “Sim, eles não sofrem. Quem sofre é a mãe”. Por outro lado, é possível saber tudo o que acontece na escolinha até em tempo real. “As famílias acompanham tudo, sabem de toda a rotina e, em alguns casos, conseguem ver tudo, com os aplicativos de câmeras que registram a rotina da criança”.

E por falar em rotina, Andrea destaca esse diferencial como um dos benefícios de deixar o bebê na escolinha. Nesse ambiente, os horários do banho, das refeições, do soninho e das brincadeiras são bem definidos e respeitados. E isso acontece por um motivo. “O bebê é caótico por natureza, não tem noção de tempo e nem de espaço. A rotina traz segurança emocional para o bebê, o que é fundamental para o desenvolvimento e reduz a ansiedade. Em casa, nem sempre conseguimos seguir uma rotina saudável para o bebê”, pondera.

A equipe de profissionais da escolinha também deve ser considerada nesta escolha. É preciso que as cuidadoras entendam e gostem de bebês; sejam pacientes; conheçam a rotina desta fase; e, especialmente, sejam carinhosas. “Verifique se as cuidadoras brincam com os bebês, que tipo de estímulo é oferecido a eles e se o espaço é acolhedor. A criança é sensorial, gosta de contato, precisa disso”.

O tipo de alimentação oferecida pode ser o fator de desempate para muitas famílias. Prefira escolinhas que respeitem o seu caminho escolhido para a introdução alimentar, seja ela com papinhas ou com BLW. Certifique-se de que a unidade atende crianças com restrições alimentares, pois isso mostra que estão atentos às necessidades de seu público. Se ainda estiver insegura, peça para provar a comidinha!

Quando você encontrar o local ideal, se certificar dos aspectos de segurança e higiene nos espaços, confiar na equipe e aprovar o cardápio oferecido, ainda assim, se sentirá culpada por não ficar com seu filho? Se a resposta for sim, a psicóloga tranquiliza o coração aflito das mamães. “Esse sentimento vai passar, acredite! O importante é ter feito a escolha correta da escolinha. Muitas mães saem do mercado de trabalho para cuidar do bebê, mas depois cobram da criança, lá na frente, o tempo que dedicaram ao filho. O ideal é ter equilibro em todas as fases da vida”.

Uma coisa é garantida: você vai saber que acertou na escolha todos os dias, quando reencontrar seu bebê e ele abrir aquele sorriso lindo e que é só pra você!

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