Meu segundo puerpério | Diário pós-parto

15/12

Estou de volta com mais um diário do pós-parto para falar sobre o meu segundo puerpério. Montanha-russa emocional, desafios e rotina, tudo isso e o que me ajudou, e ainda ajuda, a lidar com tudo o que acontece nesse período. Vem comigo!

Inicialmente, é bom ressaltar que essa fase tão complexa começa após o parto e dura em média 40 dias. Às vezes mais e às vezes menos.

É um período singular vivido de modo tão particular por cada mulher, em cada experiência. O puerpério é real porque há uma enorme mudança hormonal que pode refletir em nosso estado emocional. Além disso, há também os desafios e o cansaço que impactam diretamente nossa capacidade de pensar e agir frente às condições do dia a dia.

Na minha primeira experiência, quando a Liliu nasceu, eu sentia uma sensação de vazio enorme, sentia vontade de chorar diariamente, e chorava. Considero importante dizer isso porque pode ser que outras mulheres estejam vivendo isso, muitas vezes, sem o apoio e a compreensão de familiares e pessoas próximas que acabam questionando essas reações.

Por isso, acredito que informação é fundamental para que tenhamos mais confiança. Assim como, para rebater questionamentos e até acusações sobre o vai e vem emocional. É normal, tem um turbilhão de hormônios retomando o equilíbrio em seu corpo.

Acolhimento no meu segundo puerpério

Nessa segunda gestação eu sinto bem menos, geralmente no fim da tarde, quando chega uma sensação de solidão muito forte. Talvez porque tenha continuado trabalhando e a rotina não me dê tempo de sentir tanto. Mas de qualquer forma, é importante não lutar contra o sentimento, pois a resistência só alimenta isso e acaba ampliando.

Se acolha, faça algo que você goste e que te faça se sentir melhor. Cuide de você e saiba fazer o que for necessário para se sentir melhor. Algo muito positivo que conseguimos fazer aqui foi marcar as visitas para virem nesse horário, fazer as ligações ou ver uma série legal. Assim eu consegui me sentir melhor.

Claro que haverá momentos de maior fragilidade, muitas vezes desencadeados por algum desentendimento com seu companheiro ou algum familiar. Outras, apenas pelo cansaço depois de noites mal dormidas. Tudo isso faz parte.

Rotina que traz segurança

Além de você acolher o seu momento e levar informação para seus familiares, criar rotina é muito importante. O fato de estabelecer atividades e horários que estejam de acordo com os horários do bebê traz mais segurança emocional. Conforme o tempo vai passando, você conhece melhor o bebê e vai aprendendo a lidar com tudo.

É claro que conforme o bebê cresce as rotinas mudam, por isso, se voltar para o presente e não deixe que sua mente se perca em situações futuras.

Confusão mental que faz parte

Com a tempestade hormonal somada a noites e mais noites sem dormir, pode ser que sua mente também fique confusa. Isso também é comum. Todo o seu foco e atenção estão voltados para o bebê, então, é normal que você perca um pouco da lógica de tudo ao seu redor, esqueça coisas ou tenha pensamentos tão malucos que precise de ajuda.

Eu mesma tive um sangramento recentemente e no fluxo de pensamentos cheguei a cogitar que estava grávida de novo. Tudo isso sem ter tido ainda relação após o parto. Claro que fui conversar com meu médico e ele me acalmou, está tudo bem.

Por fim, algo que eu acredito muito é que as experiências são mais bem aproveitadas se tivermos entrega e reagirmos à vida com mais leveza. Isso traz os aprendizados necessários e deixa que o tempo coloque cada coisa em seu lugar.

Esse foi mais um diário do pós-parto sobre o meu segundo puerpério e espero que ao compartilhar a minha experiência eu possa ajudar a quem está passando ou irá passar por algo parecido.

Em breve teremos um post sobre a reação da irmã mais velha, então, se tiver perguntas é só deixar nos comentários.

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Beijos,

Ju