MOVIMENTO SLOW

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30/07

por Melissa Volk

Entrando no Flow
É com muita alegria e honra que inicio esta coluna a convite da querida Ju Goes. Aqui vamos conversar e trocar ideias sobre o movimento slow e todas as vertentes desse movimento que só cresce pelo mundo: slow food, slow beauty, slow kids, slow travel, slow design, slow mind! Mas afinal, o que é ser slow? Ser slow é simplesmente adotar um estilo de vida mais consciente, mais verdadeiro. É estar presente, pleno. É deixar a reatividade de lado e viver de acordo com sua própria verdade. É estar conectado com o todo. É estar conectado com o tempo da natureza. Te convido à essa leitura e a compartilhar suas experiências. Te convido a entrar no flow da sua própria natureza. Vamos nessa?

O Movimento Slow

Você certamente já ouvir falar no termo “slow movement”. Cada vez mais presente em nosso dia-a-dia, antes considerado uma tendência global, o movimento slow emplacou de vez, trazendo uma mudança cultural no sentido de desacelerar o ritmo da vida, que reflete em todas as escolhas que fazemos, em prol de uma vida mais saudável, plena, com sentido e feliz.

Mas de onde veio essa expressão e conscientização que está gerando tantas mudanças em nossas escolhas, pensamentos e no nosso planetinha?

Tudo começou em 1986 com o protesto do italiano Carlo Petrini contra a inauguração de um restaurante McDonald’s na Piazza di Spagna, em Roma, que desencadeou a criação do movimento slow food.

Em 1999, Geir Berthelsen e seu “World Institute of Slowness” apresentaram uma visão para um “slow planet” inteiro e uma necessidade de ensinar ao mundo o caminho da lentidão.

Em 2004, o livro de Carl Honoré, “Em Louvor à Lentidão”, explorou pela primeira vez como a filosofia “slow” poderia ser aplicada em todos os campos do esforço humano e inventou o termo “slow movement” ou “movimento slow”. Nas palavras do próprio criador, “é uma revolução cultural contra a noção de que mais rápido é sempre melhor. A filosofia Slow não é fazer tudo a um ritmo de caracol (símbolo global desse movimento). Trata-se de tentar fazer tudo na velocidade certa. Saboreando as horas e minutos em vez de apenas contá-los. Fazendo tudo o que for possível, em vez de ser o mais rápido possível. É sobre ter qualidade em detrimento da quantidade em tudo, desde o trabalho até a comida e a criação dos filhos”.

Nos nossos próximos encontros, aqui no canal da Ju, vamos falar de vários temas para conseguirmos um estilo de vida mais slow. Até lá, gostaria de saber de você o que tem feito, lido, assistido e praticado para entrar nesse flow. Compartilhar as próprias experiências e se identificar com experiências de outras pessoas é uma forma poderosa e gostosa de crescermos juntos, no amor e em harmonia. Conta pra gente?

Sobre o Slow Market e a Melissa

Motivada por fatores pessoais e questionamentos sobre qualidade de vida, a ex-publicitária Melissa Volk criou em 2016 o Slow Market, a princípio uma feira/mercado de marcas conscientes e sustentáveis de moda, beleza, decoração, pet, gastronomia e infantil. Desse primeiro projeto, Melissa vislumbrou uma oportunidade para criar eventos temáticos e setorizados, a fim de aprofundar questões sobre a sustentabilidade e conscientização por segmento, e foi ai que criou três projetos que são atualmente a base do Slow Market, que tem como filosofia o desenvolvimento de uma sociedade mais equilibrada, saudável, amorosa e unidaVirada Zen Market feita em parceria com a Virada Zen e foco em saúde e bem-estar, meditação, yoga; Slow Market.Kids, realizado em parceria com Oficina Cantada, com mercado, informação e atividades lúdicas e de conscientização para crianças e seus pais e por fim o Slow Market.Beauty, o primeiro evento totalmente focado na indústria de cosméticos naturais, orgânicos, veganos e artesanais do Brasil, que vai acontecer dias 25 e 26 de agosto, em São Paulo.

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