Nutrição | Alimentação da Gestante

29/05

por Dra. Ingrid Seiler Prior*
 
Uma alimentação adequada facilita o trabalho de parto, evita complicações, favorece a lactação e dá ao recém-nascido um bom estado nutricional.

A gestação modifica os processos fisiológicos da mulher e a sua evolução gestacional pode ser dividida em três períodos:

Primeiro trimestre – A gestante sofre os efeitos dos fenômenos autotóxicos, apresentando náuseas pela manhã, fato que dificulta a alimentação;

Segundo trimestre – Adaptação do organismo da gestante às repercussões do desenvolvimento do bebê;

Terceiro trimestre – O feto triplica seu peso no nesse período.

As primeiras alterações do organismo materno durante a gestação e que vão direcionar sua alimentação são:

Aumento do peso corporal – Em virtude do desenvolvimento do tecido uterino, da placenta e do feto.

Metabolismo basal – Sofre um aumento de 15 a 20% pelo aumento do trabalho cardiovascular, renal, respiratório e síntese de novos tecidos.

A gestante requer maior quantidade de proteínas, a fim de satisfazer o desenvolvimento da criança, placenta e mamas; formação do líquido amniótico e aumento do volume uterino.

A gestante deve consumir uma quantidade maior de calorias devido à formação do bebê, não deverá comer por dois, como muitos dizem, o que pode acabar ocasionando no sobrepeso gestacional. Para saber quantos quilos a mulher deve ganhar ao longo dos 9 meses, deve-se calcular o IMC da mulher anterior à gestação, e de acordo com a sua classificação, posteriormente somar:

Baixo peso: 12,5 a 18 kg.
Peso adequado: 11,5 a 15,5 kg.
Sobrepeso: de 7 a 11,5 kg.
Obesidade: até 7 kg.

*Artigo escrito pela colunista Dra. Ingrid Seiler Prior | Nutricionista especialista em Fisiologia do Exercício pela Universidade Gama Filho e em Obesidade e Emagrecimento pela Universidade Federal de São Paulo. Docente do curso técnico de Nutrição no Colégio Marquês de Olinda.    

Foto: Reprodução