Nutrição | Sono e Obesidade

26/08
por Dra. Ingrid Seiler Prior*
 
Com o dia-a-dia agitado, o sono da maioria das pessoas acaba sendo prejudicado, havendo redução de seu tempo total ou de sua qualidade. O stress é o grande vilão do sono, gerando a famosa insônia, que é a incapacidade de dormir. Porém, a falta de sono não só atrapalha o desempenho físico, a imunidade e a concentração, como pode influenciar também no estado nutricional, pois existe uma associação inversa entre a obesidade e duração do sono. O tempo de sono menor ou igual a 6 horas por noite aumenta o risco de obesidade: para cada hora reduzida de sono, a chance de se tornar obeso aumenta em 80%.

Esses dados são alarmantes, e demonstram o fator contribuinte para a obesidade. Caso não haja um sono reparador, o equivalente a 7 ou 8 horas para adultos, a secreção do hormônio responsável pela sensação de saciedade diminui, e o responsável pela sensação de fome aumenta.

Em crianças e adolescentes a situação é ainda pior, pois ocorre diminuição da liberação do hormônio do crescimento, tornando seu desenvolvimento prejudicado.

Em suma, o sono deficiente promove alterações hormonais capazes de aumentar a ingestão calórica, e também pode possibilitar uma maior oportunidade para a ingestão alimentar, já que a pessoa fica mais tempo acordada. A perda de sono gera cansaço, o que tende a diminuir o nível de atividade física. Todos esses fatores culminam no balanço energético positivo, ou seja, é ingerido mais energia do que se gasta, o que leva ao ganho de peso.

*Artigo escrito pela colunista Dra. Ingrid Seiler Prior | Nutricionista especialista em Fisiologia do Exercício pela Universidade Gama Filho e em Obesidade e Emagrecimento pela Universidade Federal de São Paulo.

Foto: Reprodução