PROBLEMA COM SEUS PAIS? | Domingo Zen

1219
21/05

Sabe aqueles momentos em que você perde a paciência, em que a convivência pesa? Especialmente dentro de casa… nosso Domingo Zen é uma reflexão e um exercício sobre como podemos reverter essas situações, reagindo melhor a elas e criando relações mais estáveis e pacíficas para sua vida e sua família.

Quem nunca teve uma fase delicada em casa? Algo que seus pais falam ou fazem, algo que sua irmã deixa de fazer. É tão automático que a gente saia repetindo que isso, aquilo ou aquela pessoa me irrita, me chateia, me estressa. Tá aí um primeiro ponto que merece nossa atenção e não é de hoje que eu busco levar nossa consciência para isso, para algo chamado autoresponsabilidade.

É muito fácil e mais traiçoeiro ainda se manter no papel de vítima e nesse papel a gente vive constantemente na mão dos outros e daquilo que acontece com a gente. Só que isso é uma escolha também, já que quando você entende que somos responsáveis pela maneira como reagimos a tudo e a todos, percebemos que a escolha está, justamente, em nossas mãos. Deixamos de culpar o outro por tudo e entendemos que podemos reagir melhor, podemos aprender com os estímulos externos, mesmo quando são palavras ríspidas, atitudes impensadas.

Se você está na mão dos outros, no papel de vítima, você perde as rédeas da própria vida, é um lado negativo da vulnerabilidade, em que você está exposto e indefeso diante daquilo que acontece com você. A vulnerabilidade é uma característica positiva, só que nesse cenário ela está distorcida e naturalmente quando pensamos nesse estado, imaginamos como sendo algo ruim mesmo, ou seja, ser vulnerável na mente de muitos – como já foi na minha – é ser fraco… mas está muito longe de ser isso.

Apesar de não desenvolver para o lado da vulnerabilidade no vídeo, acabou vindo para mim enquanto escrevo esse texto. Talvez por estar lendo Brené Brown, a estudiosa e autora mais reconhecida quando o assunto é vulnerabilidade, tenho aprendido muito com ela! Como podemos ser vulneráveis, assumir a autoresponsabilidade e mudar nossa vida e nossas relações mais intimas? Vamos lá que ao longo desse texto eu te explico alguns insights.

Se você é capaz de olhar para o outro, especialmente aquele que você dizia ‘te irritar’, perceba que é você que se irrita com ele, você é quem reage dessa forma. A partir daí acendemos a luz da autoresponsabilidade e damos um passo para a vulnerabilidade na sua forma mais pura, em direção à empatia. Isso acontece quando nos permitimos calçar os sapatos do outro, estar na pele do outro, entendendo suas dores e limitações. Uma dos pensamentos que mais mudou minha vida é o seguinte: ‘cada um faz o melhor que pode, com os recursos que tem’. Pare por alguns instantes e pense sobre isso.

Pense na sua própria vida, quando você teve uma atitude da qual se arrepende, naquele momento, você sabia ser melhor do que aquilo? Você teve recursos para agir diferente? Talvez não… mas uma vez feito, cabe a nós aprender com o que passou, especialmente os ‘erros’. O mesmo é com o outro, o mesmo é até com seus pais, talvez eles não saibam agir diferente (ainda). Talvez na realidade deles, de criação, de traumas, os ambientes em que cresceram, talvez tudo isso reflita um padrão de repetição, que passa de geração em geração. Mas onde isso vai parar?

Nós somos responsáveis por uma quebra de padrão… nossos tempos são outros, existe muito mais liberdade de expressão, de escolhas, talvez não pais não tiveram essas mesmas oportunidades. Quando você enxerga as dores e as limitações do outro, desarma seu sistema de expectativas, você passa a compreender melhor o que se passa do outro lado, você muda o ambiente em que vive, pois está acendendo a luz da compreensão e da compaixão. Alguém tem que ceder… já ouviu isso? Às vezes ceder, significa ceder a si mesmo, ao próprio orgulho, a raiva, não se deixar sucumbir. Sendo assim você se eleva e você é capaz de elevar toda uma relação, fazendo com que as pessoas a sua volta, caso estejam prontas, aprendam com você.

VEJA A REFLEXÃO NO VÍDEO

Aprendemos por espelhamento, por repetição, isso é estudado… então seja a pessoa que você gostaria de se relacionar, seja como você gostaria que seus pais fossem, tenha atitudes que admira no outro e assim quem está a sua volta pode aprender também. Nem sempre aprendemos com palavras, mas aprendemos com exemplos.

Se você busca mudar de vida e mudar sua convivência, onde quer que seja, é bem por aí, é sendo o exemplo que isso pode acontecer!

Já Baixou o Zen App?

Se você ainda não conhece o meu app Zen, baixe gratuitamente para iPhone e Android AQUI! Conheça as trilhas relaxantes, as reflexões diárias, o calendário de humor e também os planos de assinatura das meditações guiadas, afinal a meditação é uma ferramenta poderosa de autoconhecimento, cura e equilíbrio, Se você também deseja isso para a sua vida, agora ficou mais fácil =)

VEJA MAIS VÍDEOS DE REFLEXÃO

Mentalização para o Perdão

Crise de Identidade e Falta de Inspiração

Dificuldade nos Relacionamentos?

Não sei Quem Sou

Um grande beijo, 

Ju