Relato de parto na visão do pai | Dicas do Crica

28/10

A visão do pai sobre o parto também pode ser muito rica e emocionante! Por isso, nesse vídeo o Crica fez o relato de parto na visão do pai. E também, falou sobre a importância do envolvimento e apoio por parte de quem vai acompanhar uma gestante!

Oi familinha, eu sou o Crica, marido da Ju e pai da Anne Liv e do Liam! Quero compartilhar com vocês a experiência que tive, desde a primeira gestação, e que me ofereceu inúmeras oportunidades de aprendizado, tanto pessoal, quanto para que eu pudesse apoiar a Ju nessa jornada. Então, tenho algumas dicas que acredito serem úteis para qualquer pessoa que vá acompanhar uma gestante até o parto, e até mesmo para gestantes compartilharem com sua rede de apoio.

1. Coletar informação

Estudar e me informar mais sobre todo o processo foi algo essencial para que eu pudesse entender o que acontece na gravidez, com a mulher e com o bebê. O simples fato de buscar por informações me gerou vários insights e, principalmente, dúvidas, que eu pude depois sanar em conversas com o obstetra, a pediatra e a própria Ju.

2. Interagir com os profissionais

Ter a possibilidade de acompanhar e participar ativamente do pré-natal me trouxe a oportunidade de interagir com os profissionais de saúde e tirar as dúvidas que surgiram durante a jornada. Eu acredito que isso é importante porque quanto mais dúvidas acumulamos, mais inseguros nos tornamos. Se não sabemos bem o que fazer ou como agir, a insegurança toma conta e prejudicamos a nós mesmos e não conseguimos dar o apoio necessário à gestante. Então, a dica é anotar todas as dúvidas e levar aos profissionais de saúde, mesmo que por telefone, caso não seja possível estar presente em todas as consultas.

3. Expor medos e inseguranças

Outro ponto que me ajudou bastante foi me abrir e expor os meus medos e inseguranças com a Ju. Eu sei que a tendência é nos isolarmos, numa tentativa de poupar a mulher que já está passando por tanta coisa, e não comunicamos. Na segunda gravidez eu percebi que a nossa comunicação se aprofundou muito, principalmente no final, foi mais transparente e assertiva. Acredito que só o fato de verbalizar às vezes já é suficiente para que as respostas venham. Além disso, quando nos abrimos e mostramos as nossas inseguranças damos ao outro a oportunidade de se abrir também, principalmente no nosso caso, onde as complicações do parto da primeira gestação nos geraram medos.

4. Confiar na mulher e no processo

O fato de nos abrirmos à comunicação me trouxe a capacidade para confiar na Ju e no processo. Eu pude sentir que o meu papel era deixar fluir e apoiá-la, liberando minhas crenças, meus medos e dúvidas, assim, passar segurança para ela. Principalmente durante o trabalho de parto, que no nosso caso durou doze horas, haverá momentos em que a mulher precisará de apoio de alguém que confie nela e deixar isso claro será fundamental. Enfim, lembrar que quem faz o parto é a mulher e ninguém melhor que quem passa mais tempo com ela para apoiar quando surgirem a dúvidas. E elas irão surgir.

Enfim, esse foi o meu relato de parto na visão do pai e essas são as dicas que trouxe baseadas na minha experiência com as duas gestações, e eu espero que elas realmente ajudem papais, vovós e outros acompanhantes que participam desse momento. Aproveite, acredite e confie, que esse momento é muito, muito especial e quanto mais leveza e tranquilidade, melhor!

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Crica