SEGURO VIAGEM | Como Usar, Experiência e Dicas

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17/03

Quando a gente viaja pensa em tudo, mas às vezes o seguro viagem/seguro saúde fica por último ou até esquecido, né?! Nesse post eu te conto sobre minhas duas experiências usando meu seguro viagem fora do Brasil, como eu costumo fechar isso antes de viajar, como obter ele gratuitamente e mais detalhes!

     

Minha mãe sempre me lembra desse pequeno GRANDE detalhe quando viajo. Inclusive, em meus 48 países viajados, só precisei parar no hospital 1 única vez e foi bem sério, na Turquia, quando eu tive meningite e fiquei 8 dias internada.

O valor de um seguro viagem varia muito de acordo com a empresa que você contrata, de acordo com seu destino, duração da viagem e também a cobertura que vai escolher. O meu plano tinha uma cobertura boa, para os 30 dias que passei fora, entre Asia e Europa e custou 140 dólares americanos.

Nós fazemos sempre na mesma agência de viagem aqui perto de casa por hábito, você pode fazer em qualquer agência, mesmo sem ter comprado sua viagem lá. Também é possível fazer isso pela internet, mas pesquise as seguradoras e sites confiáveis, não se apegue tanto a preço, porque sua saúde vale muito. Para você ter noção, quando me hospitalizei na Turquia, a conta por 8 dias de internação, exames, etc, foi 9.000 euros, o que na época equivalia a quase 30.000 reais. Médico fora do Brasil pode custar bem caro, cada exame, medicamentos…

Vale a pena se prevenir e inclusive para entrar em alguns países é obrigatório ter seguro viagem, na Europa e países do tratado de Schengen, por exemplo.

Outra variante é obter seu seguro viagem, tratado de Schengen (seguro para entrar na Europa) pelo seu cartão de crédito gratuitamente. Dependendo da bandeira do seu cartão e do tipo do seu cartão, caso você compre sua passagem aérea com ele, por exemplo, a Visa cobre seu seguro gratuitamente. Já fiz isso algumas vezes, só ligar no número que tá no verso do seu cartão para descobrir sobre sua cobertura e especificações, pois existem restrições. Especialmente grávidas podem ter algumas restrições para conseguir seguro viagem, vale pesquisar com antecedência.

Como acionar o seguro?

Bom, claro que você precisa fazer seu seguro antes de viajar e até onde eu sei não existe nenhum tipo de carência, eu faço um dia antes da viagem por muitas vezes. Nunca tive problema. Mas afinal como usar? Você vai ter todas as instruções, pelo menos é o que se espera da sua seguradora, quando adquirir seu seguro. O meu veio num envelope da empresa, com todas as orientações, contatos, inclusive números da Embratel para ligar a cobrar para o Brasil em caso de emergência. Além dos contatos via telefone, notei que havia um número de whatsapp e optei por escrever para eles, já que estava com uma tosse muito forte há mais de 10 dias e os xaropes e pastilhas que estava tomando, não faziam nem cócegas naquele meu estado quase asmático.

Fiz o contato as 11:20 da manhã pelo whatsapp e em menos de 3 minutos já tinha uma atendente falando comigo e deixando claro que para urgências e emergências o contato deveria ser feito por telefone. Até tentei ligar, apesar de não ser urgência, mas não consegui ligar a cobrar com o número da Embratel pelo meu telefone móvel. Prossegui pelo whatsapp e foi muito eficiente a conversa. Acredito, por experiências antigas, que ligar a cobrar para o Brasil precise ser de telefone fixo/orelhão. Nossa, orelhão existe ainda?

Na verdade além do contato do Brasil, eu tinha um número de telefone local – acho super válido comprar um chip com número local e internet em viagens – me ligaram da Irlanda mesmo, do escritório parceiro da seguradora do Brasil para ajudar com minha situação. Achei excelente o suporte que me foi dado e a agilidade com que isso aconteceu.

Onde é feito o atendimento?

Me perguntaram se eu queria receber um médico no meu local, onde estava hospedada ou se preferia ir a uma clínica. Eu preferi ir a uma clínica e eles pediram meu endereço para localizar a mais próxima, em questão de meia hora eu já tinha a clínica e a consulta agendada para aquela tarde mesmo, também me consultaram sobre disponibilidade. Eu fui andando, mas caso eu pegasse um taxi, acredito que eles reembolsariam. Uma vez li um depoimento que dizia que foi oferecido um médico para ir buscar a pessoa no hotel e levar ao hospital e isso custou 60 euros, só pra ele levar e nem ficou lá acompanhando a consulta, nem levou de volta depois… então pergunte tudo antes.

Como foi o atendimento?

Quando cheguei na clínica, na verdade era um consultório médico, e dei meu nome e estava tudo certo, esperei uns 40 minutos para ser atendida. Não fizemos exames de sangue ou raio x do pulmão como eu esperava porque eu ia embora no dia seguinte e o médico me disse que não teríamos tempo hábil, até perguntou se eu não poderia adiar meu voo, mas não era meu objetivo adiar.

O médico auscultou meu pulmão, fez um teste de capacidade pulmonar, eu assoprava um aparelhinho – e deu capacidade bem reduzida – me fez mil perguntas de praxe, examinou meu corpo, minhas juntas, barriga, garganta. A consulta deve ter levado uns 20 minutos, um pouco mais longa do que os atendimentos de pronto socorro que fiz no Brasil.

Ele me receitou antibiótico e bombinha de inalação, me ensinou a usar a bombinha, perguntou se eu tinha alguma dúvida, foi bem atencioso. Na hora de sair perguntei se estava tudo certo, a recepcionista disse que sim, o seguro já estava cuidado de tudo.

Com a receita fui na farmácia e comprei os medicamentos com meu cartão de crédito, pedi uma cópia da prescrição e grampeei com a nota do cartão para mandar pro seguro, já que eles me orientaram a guardar tudo isso e enviar para que façam o reembolso. Na farmácia, 1 caixa de antibiótico e duas bombinhas de inalação custaram 50 euros.

Pós atendimento

A seguradora entrou em contato para saber se eu estava bem, se tinha corrido tudo bem, se eu tinha tido gastos e para avaliar o serviço do médico e do atendimento. Agora vou mandar os comprovantes da farmácia para eles e pelo que entendi em até 30 dias é feito o reembolso.

Em Dublin eu usei o seguro da GTA, que é a empresa que a gente costuma contratar porque tem preços ok e cobertura boa. Em Istambul eu usei o seguro viagem da bandeira Visa, que era o gratuito, a cobertura não era tão ampla, mas lembro que como minha mãe tinha dois cartões, por algum motivo a cobertura dobrou e foi a salvação porque com um cartão só não cobriria todas minhas despesas.

Espero ter ajudado com essas dicas, se você tiver mais dicas, deixa nos comentários também, assim um vai ajudando o outro, esse é o intuito =)

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Beijos com amor,

Ju