SLOW FOOD | Nosso corpo, nosso templo.

30/08

por Melissa Volk

O conceito de slow food começou em 1986, com o protesto do italiano Carlo Petrini contra a inauguração de um restaurante McDonald’s na Piazza di Spagna, em Roma.

Mas o movimento slow food vai muito além de protestar contra as lanchonetes e restaurantes que têm comidas prontas e atendimento rápido. O slow food é toda uma forma de se alimentar. É escolher os produtos mais frescos possíveis, de produtores locais, sazonais, livres de agrotóxicos, com o mínimo de embalagem. É se permitir dar aquela paradinha na hora do almoço, mesmo com tanto trabalho para fazer, para saborear e receber esse presente. Nosso corpo, nosso templo e o que colocamos nele reflete diretamente em nossa saúde, aparência e disposição para desfrutar a vida. E por isso merece a maior atenção do mundo.

Sabe quando vamos ao supermercado e vemos nas embalagens que o produto é tão processado, tão industrializado que está pronto para consumo ou fica pronto em minutinhos? Muitas vezes tentador, né? Mas é exatamente desses que temos que fugir! O fato é que são cheios de conservantes, químicas e passaram por tantos processos que não existe mais nenhum nutriente ali e são responsáveis por várias doenças da vida moderna, porque nosso corpo não reconhece o que ingeriu e nem sabe o que fazer com aquilo.

A natureza tem tudo o que a gente precisa e é sábia. Escolher os produtos sazonais não só nos garante um cardápio variado, que compõe a base de uma alimentação saudável, como possuem exatamente os nutrientes, vitaminas e minerais que precisamos naquele momento. Já percebeu a quantidade de frutas cítricas disponíveis no inverno, por exemplo? Porque precisamos da vitamina C para nosso sistema imunológico. É simples assim.

A variedade de cores, sabores e cheiros nos proporciona experiências novas em todas as refeições, transformando o ato de comer de automático a um ato de prazer e descobertas constantes. É estar presente no momento da refeição, agradecendo e curtindo cada garfada! Isso é slow food.

Mas aconselho comprar os produtos orgânicos, porque garantimos que está na estação certa e que não tem nenhum agrotóxico que tenha acelerado o seu crescimento ou que o faça durar mais. É realmente para seguirmos o flow da natureza. E com o aumento de fornecedores de produtos orgânicos, os serviços de entrega, as lojas e mercados locais e a quantidade de informação a que temos acesso, ficou fácil se encher de saúde com sabor.

Na zona oeste de São Paulo, por exemplo, existem opções como a Casa Orgânica, Komborgânica e Instituto Chão, onde temos garantia da precedência e origem, são produtos certificados e escolhidos com muito cuidado e atenção para os clientes.

E no seu bairro, na sua região? Que lugares você frequenta e recomenda para compartilhar com a gente? Vamos juntos criar esse guia, essa fonte de informação para o bem-estar e o bem-viver? Gratidão e bom apetite.

Sobre o Slow Market e a Melissa

Motivada por fatores pessoais e questionamentos sobre qualidade de vida, a ex-publicitária Melissa Volk criou em 2016 o Slow Market, a princípio uma feira/mercado de marcas conscientes e sustentáveis de moda, beleza, decoração, pet, gastronomia e infantil. Desse primeiro projeto, Melissa vislumbrou uma oportunidade para criar eventos temáticos e setorizados, a fim de aprofundar questões sobre a sustentabilidade e conscientização por segmento, e foi ai que criou três projetos que são atualmente a base do Slow Market, que tem como filosofia o desenvolvimento de uma sociedade mais equilibrada, saudável, amorosa e unidaVirada Zen Market feita em parceria com a Virada Zen e foco em saúde e bem-estar, meditação, yoga; Slow Market.Kids, realizado em parceria com Oficina Cantada, com mercado, informação e atividades lúdicas e de conscientização para crianças e seus pais e por fim o Slow Market.Beauty, o primeiro evento totalmente focado na indústria de cosméticos naturais, orgânicos, veganos e artesanais do Brasil, que vai acontecer dias 25 e 26 de agosto, em São Paulo.

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