UM PEIXE FORA D’ÁGUA

21/04

Se eu pedisse pra você se definir com uma só palavra, qual seria? Hoje vamos falar sobre rótulos nessa reflexão de Domingo Zen!

Eu confesso que tenho dificuldade de escolher uma palavra que me defina, ainda mais quando vem uma proposta de palestra ou evento, onde para confirmar minha presença ou divulgar minha participação precisam definir quem eu sou, sabe? Será que eu sou influencer, jornalista, youtuber, coach… eu já nem sei mais!

Será que a gente precisa desses rótulos? Será que eles estão de certa forma limitando a gente nessa nossa pluralidade? A ideia de gravar esse vídeo surgiu justamente em uma situação onde eu precisaria me definir para uma apresentação de um evento.

Ao longo da minha vida eu já tive tantas fases, eu já animei festa infantil, já fui professora de patinação, já fui modelo, trabalhei como redatora em uma rádio na época da faculdade, já participei de reality show, depois disso voltei para a minha área como repórter, apresentadora e até mestre de cerimônia. Nosso currículo vai crescendo, né? E podemos apenas ser ou ainda ser mãe, amiga, esposa. Quando falamos de alimentação e religião a gente acaba tendo rótulos também.

Muitas vezes quando a gente não tem certeza dos caminhos, pode ser que a gente busque se encaixar em um determinado grupo, porque de certa forma acaba trazendo uma sensação de conforto, de aprovação no ambiente, mas muitas vezes isso acaba não nos representando na nossa totalidade, né? E pode atrapalhar nossos processos de autoconhecimento e transição.

Eu acho que a gente tem que criar os nossos próprios ideais por nós mesmos, evitando cair na questão do rótulo, para que eles não sejam limitantes no nosso processo. A gente vai mudar no meio do caminho, então cuidado quando pedem pra gente se definir em uma palavra, cuidado com os rótulos que te deram e que talvez não se encaixem mais em você. Se pergunte se aquilo funciona pra você, se permita testar novas experiências e possibilidades.

A gente procura se conectar com a nossa essência, para entender quais são as nossas verdades, e ter apenas um rótulo fica difícil sustentar, né? Eu me sentindo peixe fora d´água sempre, e por não ter só uma palavra me definindo, eu me conecto com tantos de vocês.

Eu acabei sofrendo ao longo da minha vida por tentar achar rótulos que me representassem, mas será que a gente precisa mesmo deles. Podemos estar na nossa complexidade e pluralidade em paz. Você é quem você é, na sua essência, descobrindo seus valores.

Hoje quando me perguntam o que eu sou e o que eu faço, eu falo que sou e faço muitas coisas.  Claro que em algumas situações vamos precisar de uma palavra para nos definir, como no caso de uma apresentação de trabalho, mas hoje em dia eu avalio o contexto e escolho o termo ou palavra que se encaixa. Mas, eu não fico mais me sentindo desconfortável ou incomodada por não saber muito bem ou por não ter certeza do que colocar ali.

Está tudo bem se você passar a vida inteira sem ter uma palavra que te represente, porque nós somos muito maiores que isso, muito maiores que uma palavra.

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