Relato do desmame do Liam e sono atual

02/06

Agora que me sinto mais pronta pra fazer esse relato sobre o desmame do Liam. 

Gravei esse vídeo e também falo sobre como está o sono hoje em dia! De coração aberto sigo na intenção de criar acolhimento e união entre nós!

Vamos falar sobre acertos, frustrações, sono do bebê, desmame do Liam, e muito mais. Bora lá?

Antes da decisão da mãe, nossa mente cria julgamentos e empecilhos. Queremos provar para nós mesmos e para as outras pessoas que nós conseguimos, e assim, nos ferimos. E isso aconteceu comigo.

Por que optamos pelo desmame?

O desmame do Liam aconteceu muito mais por causa do sono do Liam do que por qualquer outro motivo. O meu filho não dormia, e você deve ter acompanhado que tentamos de tudo para melhorar isso. Tivemos, sim, melhoras, mas nunca foi suficiente. 

Falamos com pediatra, melhoramos a rotina dele, fizemos consultoria do sono quando ele estava com nove meses, e esse ano, quando ele tinha um ano e três anos, eu e o Crica estávamos em um nível de esgotamento surreal. 

Desmame noturno

Desde quando ele entrou na escola, com um ano e um mês, as coisas melhoraram um pouco. Começamos um pequeno desmame, pelo menos ao longo do dia. Ele mamava quando acordava, antes de ir para a escola, ficava sem mamar por cinco horas, e depois mamava algumas vezes em casa, inclusive de madrugada. 

Esse processo ajudou um pouco, mas toda vez que ele estava comigo, ele arrancava a minha roupa querendo mamar. E sabemos que não era fome, já era um acalento que a amamentação traz. Em excesso, eu comecei a ficar impaciente e com muita ansiedade. 

Eu não estava cogitando o desmame, mas o Crica veio comentar comigo sobre como eu estava, sugerindo pelo menos o desmame noturno. Essa situação não estava mais confortável para ninguém da casa. 

Conversei com o Crica sobre a importância de eu sair de cena, e ele assumir essas madrugadas, principalmente porque eu não sigo a linha de deixar a criança chorando. 

O Crica precisa mais do sono noturno do que eu, e também não sabia se conseguiria isso. Por isso, conversando com amigos, descobri que alguns tiveram apoio de parentes nesse processo, outros de profissionais da saúde, como enfermeiras. 

A princípio achei desumano a ideia de ter uma pessoa para me apoiar durante as madrugadas, mas o Crica me explicou sobre isso, disse que algumas noite seria importante para ele respeitar o limite de sono dele, e eu deveria respeitar o meu também. 

Foi muito difícil para mim, isso inclusive gerou briga de relacionamento, e eu precisei levar para a terapia. A partir disso, eu descobri alguns gatilhos dentro de mim. Minha mãe trabalhava, precisou fazer uma viagem e, sem escolha, teve que me desmamar. 

Conversei com uma enfermeira que apoiou um casal de amigos, ela também é mãe, trabalhava em UTI neonatal. E eu aceitei. 

Foi um misto de “que bom que teremos alguém para ajudar” com “que horrível que estou fazendo isso”. Fiquei bem em dúvida se contaria sobre isso, porque sabemos que tem muito julgamento, mas nossa comunidade de mães tem muito amor, e mesmo quando não concordam comigo, há respeito. 

É importante a gente não se meter na vida do outro, pois cada um sabe onde está doente e onde é o seu limite. 

A Tainá veio algumas vezes aqui em casa para brincar com o Liam, assim ele conhecia ela, e não se surpreenderia com ela durante a noite. 

Ela veio três noites aqui em casa, sendo que na terceira noite ele acordou duas vezes apenas. Na primeira vez, ela precisou apenas balançar o berço, e na segunda, acalentar ele um pouco no colo. Isso nunca tinha acontecido antes.

No final de semana, o Crica assumiu. O Liam ainda chorava e pedia mamar, mas com carinho e conversa, fluía. “Meu filho, estamos encerrando um ciclo. Você já tomou todo o seu mamazinho, você está forte, mas agora vai ser melhor dessa forma. Durante a noite você não precisa mais, mas de manhã o seu mama estará aqui.”

Sempre usando comunicação positiva. Outras frases que eu dizia era “Colo você sempre vai ter”, “Mamãe e papai vão estar aqui”. 

Assim, ao longo do dia, ele começou a pedir colo ao em vez de mamar. O que foi uma grande vitória para a gente, pois ele não pedia colo sem arrancar minha roupa para mamar. 

Na outra semana, a Tainá veio mais três noites, e super funcionou. O Liam passou a acordar de duas a três vezes. 

Desmame total

Tudo isso trouxe resultados positivos, meu humor melhorou, a alimentação e o humor do Liam melhoraram, conheci um bebê que descansava e ria muito mais. 

Um dia, olhando para tudo isso e vendo que o Liam praticamente não pedia mais mamar, eu decidi pelo desmame total. Eu também não queria passar por essa ruptura lá na frente de novo. Agora que eu me encorajei, vamos agora. 

Eu precisei viajar para um evento em São Paulo, falei para o Liam que era o último mama, tirei foto, agradeci por ter podido amamentar ele por um ano e seis meses. 

Na volta do evento, eu não dei mais. 

Nos três primeiros dias, meu peito ficou muito cheio, e eu precisei usar a bomba. Fiz massagem, mas foi de bastante desconforto e sensibilidade. 

Eu tentei doar esse leite, mas aqui na minha cidade informaram que é só para lactantes de até seis meses de idade do bebê, uma pena. 

Foi muito bom ter essa terceira pessoa para ajudar. Se você tiver uma mãe, irmã, madrinha que possa ajudar, entrar em cena e assumir esse papel por algumas noites, principalmente se você for uma mãe solo. 

E muita conversa. Eles absorvem tudo, e a conversa fortalece o movimento, tanto para ele quanto para você. 

Compartilhe esse conteúdo com outras mães, deixe seu relato lá no vídeo!

Veja o último Vlog de Rotina comigo!

Beijos, 
Ju