É o fim do meu relacionamento? | Podcast

27/05

Está pensando “é o fim do meu relacionamento?”. Sabe quando você se sente só nos conflitos de um relacionamento, como se fosse a única pessoa que passa por isso? 

Abro aqui alguns altos e baixos do meu próprio relacionamento e também os caminhos que vem me ajudando a ter uma manutenção mais saudável das relações, começando por mim mesma.

Prefere ouvir o podcast? Escute aqui: https://bit.ly/3vyvUtv

Meu podcast Reencontro

Reencontro é sentir o coração quentinho, investigar onde se perdeu o brilho no olhar, é se sentir bem na sua própria pele e criar uma relação mais saudável com você. 

A cada episódio vamos nos reencontrando com o que faz sentido, com nosso acolhimento, com o manifestar aquilo de maravilhoso que já nos habita e talvez tenha ficado esquecido. Comportamento, relacionamento, desenvolvimento pessoal e inteligência emocional são nossas pautas por aqui. 

Reencontro é dar uma nova chance pra pessoa mais importante da sua vida, você! 

É o fim do meu relacionamento?

Antes de começarmos, saiba que você tem todo o meu acolhimento. 

Deixe eu te dar um contexto também. Sou Juliana, empresária, criadora de conteúdo, mãe de duas crianças, a Liliu de quatro anos e o Liam um ano e meio. Eu sou uma mãe que está sem dormir desde a última gestação, uma mãe que está cansada. 

Também tenho um companheiro, o Crica, que sendo pai e assumindo o seu papel de pai, ele também está cansado. 

Eu fiz uma reflexão bem importante em um momento difícil do nosso relacionamento, e eu espero que te ajude! 

Antes de tudo, algumas provocações são bastante importantes. Me diga, qual é o significado de um relacionamento de sucesso para você? E diante dessa expectativa, o que você está no seu alcance hoje? O que é possível? 

Essa percepção veio para mim depois de uma conversa de um grupo de amigas sobre um chá de bebê. Me perguntaram se o Crica iria, e eu disse que não tinha tido tempo de conversar com ele até. Me questionaram se ele estava em outra cidade, e eu disse que não, estava dormindo comigo todos os dias, mas o tempo estava escasso. A partir desse comentário, começou uma conversa de identificação entre as amigas.

Quando nos abrimos sobre algum ponto do relacionamento ou da nossa vida, nós abrimos uma porta para a sensação de pertencimento. Você vai entender que não está sozinho nesse barco. 

Me diga, quantos desafios você está passando calado? Seja por não saber com quem contar ou por achar que não pode confiar nas pessoas. Isso acaba sendo remoído dentro da gente por não os externalizar. 

Uma coisa que eu posso dizer é: se expressar vai além da palavra. Eu sou formada em jornalismo, trabalho na internet há mais de 10 anos, e eu percebo que como comunicadora eu ainda falho nisso, porque calo muito. 

Podemos nos calar por tantos motivos: achar que não seremos compreendidas, não temos um território seguro para nos expressar, para poupar o outro, entre outros.

Mas o se expressar não precisa ser verbalmente. Você pode escrever em um diário, falando com você no espelho, xingando no seu travesseiro, dançando, correndo, socando o ar, e assim por diante. 

Naquela conversa com as amigas, eu percebi que muitas de nós estávamos passando pela mesma situação, mas não estávamos nos expressando. Aquele momento, cada uma trouxe o seu recorte, algumas já passaram por isso, outras ainda estão vivendo por isso, como eu. 

Então, fica aqui um primeiro convite: como você pode expressar sua insatisfação e seu dilema no seu dia a dia?

Se existe outra pessoa envolvida, não tem muito como adiar. Uma hora você vai ter que falar. 

No exercício de relacionamento de sucesso, como você visualizou? Sem brigas, muitas saídas, muito sexos, enfim. Mas e na prática? Existe isso mesmo? Muitas vezes o relacionamento está no imaginário. 

Uma dica é procurar pessoas que estão passando pelo menos que você, como foi o caso do meu grupo de amigas. Busque por identificação. Sem isso, muitas vezes você assume coisas fora da realidade, como que o seu relacionamento está chegando ao fim, e não é assim. 

Claro, não é passar pano para violências e abusos do dia a dia! Neste caso, é um território mais fundo que precisa de uma análise crítica. 

Estamos falando de falta de tempo um para o outro, momentos que estamos exaustos, falta de paciência, momentos de muita discordância, entre outros pontos. Hoje eu enxergo que esses pontos não são suficientes para o fim de um relacionamento. 

Mas quando estamos imersos e retroalimentando esses pontos, nós fazemos com que isso fique maior, e a dúvida e a angústia também. Então começa as perguntas: é isso mesmo, tem futuro, é para ser?

Vamos respirar fundo, parar de retroalimentar, externalizar de alguma forma e procurar gerar identificação. E o próximo passo?

Conversar com as pessoas envolvidas, porque ninguém vai adivinhar o que você está pensando. Você pode morar junto por décadas, como é o meu caso e o do Crica, a sua afeição pode estar clara, mas a pessoa não vai sentir o que você está sentindo se você não falar.

E como achar espaço para se expressar? No meu caso é marcando reunião, seja vale night, um jantarzinho. Claro, não vai precisar agendar uma DR a menos que seja necessário. Assim como é em uma empresa, o relacionamento também é uma sociedade, e envolve diálogo, planejamento, negociação, recálculo de rotas. 

Eu estava em um cansaço e exaustão de mãe que não dorme que não sobrava espaço para lidar com isso, tanto da minha parte quanto da dele. Estamos equilibrando muitos pratos ao mesmo tempo, mas não vejo o fim do meu relacionamento.

Passei por momentos de escuridão, onde eu estava pensando no futuro com negatividade, que às vezes é importante, sim, e em um cenário sem o meu marido. Logo tirei da minha cabeça, porque eu amo ele, admiro demais, e estamos muito cansados. 

Isso não acabou, porque, para mim, o termômetro é continuarmos nos tratando com respeito apesar de tudo. Existe respeito e amor, que são os ingredientes para o meu relacionamento de sucesso e que também não eram os ingredientes do meu relacionamento de sucesso imaginário. 

Às vezes não é o fim. Converse com você, converse com quem está do seu lado, entenda se é possível caminhar juntos, façam acordos e tracem metas (uma de cada vez).

O dia da gravação desse episódio foi o meu vale night, nossa primeira noite fora de casa depois que nosso filho nasceu. E o importante é agarrar essa oportunidade, estar presente e aproveitar cada minuto. Depois voltaremos melhor para a rotina. 

Lembra do nosso primeiro episódio sobre Esquecer sua Melhor Versão? Suas metas precisam ser 1%, daquele passinho possível hoje. Aquele 1% que você fala “isso eu consigo”. 

Negociem, conversem e tenham paciência. Os altos e baixos vão continuar vindo. Claro que muitos relacionamentos não tem tantos diálogos, seja por questões familiares ou por outras bagagens, mas dá para aprender. Por isso, não desista. Comece por onde der, sendo sincera.  

Vamos relembrar os pontos dessa conversa então? Externalize como for possível e crie um plano de se expressar para deixar o outro saber o que se passa na sua cabeça e no seu coração. 

Às vezes também é importante ter um espaço de tempo individualmente. Eu estou trabalhando em um coworking, e eu brinco que salvou meu casamento, porque não estava sustentável ter o meu companheiro também trabalhando de casa.

Estabelecer as fronteiras e os limites da individualidade também podem salvar o seu casamento. 

Quanto mais somos honestos e geramos identificação, quando temos picos e vales, já te torna mais forte. E vocês sobem mais fortes. 

Amor, te amo, tá? Minha cabeça gera muitos cenários ruins e é bom eu ser honesta sobre isso, mas meu coração nunca duvidou. Nunca mesmo!

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Beijos,
Ju