Sono do bebê | O Liam não dormia!

08/04

Chegou meu relato atualizado sobre o sono do bebê Liam! Entre desafios, vitórias e muitos ajustes estamos sentindo uma melhora daqui, ufa! Honrando todas as mães que não dormem também, acolhendo cada uma em suas escolhas e limites.

O contexto do sono do bebê

Até os 4 meses, o Liam dormia bem. Normalmente ele dormia das nove da noite até meia noite ou duas da manhã. Após esse período, ele nunca mais voltou.

Mamães, calma! Cada bebê é único, e a Liliu foi completamente diferente. Com o Liam tudo foi muito devagar, não só o sono, como a introdução alimentar também. 

No caso do Liam, após esses 4 meses, meu filho não dormia! Ele passou a acordar a cada duas horas para mamar. Para nós funcionou a cama compartilhada, depois ele dormiu em um berço do lado da cama, e quando o quartinho dele ficou pronto, ele começou a dormir por lá, mas ele vinha muito para minha cama para mamar.

Com o passar do tempo, ele passou de acordar de 2h em 2h para acordar de 45 em 45 minutos. Começamos a investir se não era desconforto, afinal, nenhuma criança tem tanta fome ou sede assim, não é mesmo?

A casa inteira começou a ficar exausta, principalmente eu, essas coisas acabam ficando mais puxadas para as mães. 

Experiências com sono do bebê

Algumas tentativas, mas como nada funcionou, decidimos ter uma consultoria do sono. Eu fiz com a Patricia Dias da Materno Mundi

Começamos quando o Liam tinha menos de um ano, e hoje ele está com um ano e meio. É um processo longo. 

Sonecas a tarde são necessárias

Diferente do que pensamos, tentar manter o bebê acordado e cansado ao longo do dia, não ajuda no sono da noite. Se eles entram em exaustão, eles não dormem mesmo!

Identificamos falta de rotina nas sonecas da tarde, e tentamos ajustar. Vimos progresso, mas logo vinha o regresso do sono. 

Ida para escolinha

O Liam começou a ir para a escolinha com um ano e um mês, e nós explicamos a importância da soneca. Hoje ele dorme cerca de 1h15 por lá, o que é ótimo!

As idas melhoraram um pouco o sono do bebê, mas ele ainda acordava seis a oito vezes por noite.

Amamentação

O Crica é muito mais sensível para o sono, já eu sou um pouco menos. 

Achei que seria impossível dormir tão mal à noite e ainda assim trabalhar no dia seguinte, mas eu estava conseguindo. Claro, jamais vou romantizar a exaustão. 

O Crica já vinha questionando como eu estava aguentando, porque ele não estava mais. Eu estava dando conta, mas não estava fácil.

Nesse cenário, ele dormia as primeiras três horas, e depois acordava de duas em duas para mamar. A expectativa para a idade dele era que dormisse pelo menos seis horas seguidas. 

A amamentação para mim estava sendo cansativa, dolorosa e estava me deixando muito irritada. Então resolvemos tentar mais uma coisa: o desmame noturno. 

Eu precisei levar esse assunto para terapia, até comentei no resumo de fevereiro, pois foi muito difícil para mim. Eu entendi que essa privação de sono era prejudicial para tanto para a família quanto para o desenvolvimento do Liam, mas eu me sentia menos mãe. 

Na terapia, eu entendi que não estava sendo honesta comigo. Eu não aguentava mais aquela situação, e não estava mais trazendo benefícios para o bebê. 

Começamos o desmame há duas semanas, e teve noites que ele acordou apenas duas vezes! 

Não está sendo fácil, mas está sendo importante. O relacionamento do casal também fica atingido, porque pessoas exaustas não têm energia nem para ter paciência um com o outro. 

Respondemos perguntas sobre nosso relacionamento

E você? Já passou por isso? Eu desejo a todas as mães muita paz no coração, além de confiança e segurança das suas escolhas. 

Beijos,
Ju